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IPVC celebrou 36 anos

Foi em ambiente de festa, recordando o passado, celebrando o presente e projetando o futuro que o Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) celebrou este domingo, dia 15 de maio, o 36.º aniversário. “Com um longo caminho já percorrido e com muito trabalho feito”, o presidente do Politécnico de Viana do Castelo, Carlos Rodrigues, assumiu que “ainda há muito a fazer” e há “grandes desafios” a curto e médio prazo. Já a consolidação de projetos e as parcerias profícuas mereceram destaque por parte do presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, que considera que o Politécnico de Viana do Castelo é hoje “o maior projeto de coesão territorial e social do distrito”.   O presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, começou por reconhecer o processo de crescimento e de consolidação do Instituto Politécnico de Viana do Castelo. “Para mim, o Instituto Politécnico de Viana do Castelo é o maior projeto de coesão territorial e social do distrito”, assumiu Luís Nobre, destacando “o impacto” que a academia tem tido nas várias áreas. “Com as parcerias, o IPVC tem conseguido encontrar soluções e tem tido a capacidade de agregar socialmente todo o território”, aplaudiu. Evidenciando o “privilégio” de estar presente na sessão solene pela primeira vez enquanto presidente da autarquia, Luís Nobre destacou as “parcerias profícuas” que o Município de Viana do Castelo mantém com o IPVC que têm respondido às necessidades do território. Para o futuro avizinham-se “grandes desafios”, que são duas áreas fundamentais para a academia e para o concelho: transição climática e economia do mar. Já o presidente do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, Carlos Rodrigues, começou por fazer um balanço do trabalho realizado nos primeiros dois anos de mandato. “Um longo caminho já percorrido e com muito trabalho feito. Mas há ainda muito a fazer”, admitiu o presidente do Politécnico de Viana do Castelo, assumindo “grande desafios” no futuro a curto e médio prazo. A construção dos edifícios de investigação em Ponte de Lima e em Viana do Castelo mereceram destaque por parte do presidente do Politécnico de Viana do Castelo. “Estes dois projetos de construção encontram-se nas Câmaras Municipais de Viana do Castelo e de Ponte de Lima para licenciamento e espera-se que, no âmbito do Quadro de financiamento 2030, haja financiamento para este tipo de infraestruturas”, apelou. Carlos Rodrigues referiu também a construção de novas residências, que conta com a colaboração das câmaras de Valença e Melgaço, e que vai permitir a disponibilização de quase 400 camas. A criação de duplas titulações e o desenvolvimento de projetos de investigação conjuntos são outros projetos que o Politécnico de Viana do Castelo tem em mãos. Integrar a rede de universidades europeias, o reforço da cooperação com os PLOP e o aumento do número de alunos internacionais são ainda objetivos a concretizar pelo Presidente do Politécnico de Viana do Castelo. Carlos Rodrigues evidenciou ainda o projeto BAITS, que surge no alinhamento com o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). “Com o BAITS vai ser possível disponibilizar, entre outros, mentorias, tutorias, o ano zero, de forma a mitigar o abandono escola, novas abordagens de ensino, nomeadamente o ensino à distância que vai atrair novos públicos, o reforço da oferta formativa ao nível dos CTeSP e Mestrados”, assegurou Carlos Rodrigues, garantindo que com estas medidas o IPVC “pretende qualificar os recursos humanos do tecido empresarial de forma a tornar a região mais competitiva no mercado global, bem como apostar na digitalização e modernização dos serviços”. IPVC promove a “formação integral” dos estudantes   Ainda na sessão de abertura, a presidente do Conselho Geral do IPVC, Maria do Rosário Barros, defendeu que “uma instituição sem memória é uma instituição sem história, e uma instituição sem história é uma instituição sem futuro”. Este domingo, ao entregar os prémios a alunos, a docentes e a não docentes, o IPVC esteve, nas palavras da presidente do Conselho Geral, a escrever a história da instituição e a conduzi-la para o futuro. “Muito nos podemos orgulhar do nosso instituto, porque mais do que formar inquestionavelmente excelentes profissionais em diversas áreas, combinado ensino com investigação, numa atitude pró-ativa de permanente inovação, cooperação e compromisso, centrado no desenvolvimento da região, do país e do mundo, o Instituto Politécnico de Viana do Castelo promove a formação integral dos seus estudantes ao longo da vida ensinando-os a amar e aprendendo a amar com eles”, elogiou Maria do Rosário Barros. O IPVC é, de acordo com a presidente do Conselho Geral, “uma instituição reconhecida, nacional e internacionalmente, pela qualidade da sua formação e investigação que assenta num corpo docente científica, técnica e pedagogicamente muito qualificado, com processos formativos inovadores, suportada por atividades de investigação, desenvolvimento e inovação numa parceria simbiótica com os agentes da comunidade e que se traduz em grande notoriedade e contributo para o desenvolvimento sustentável da região”. No discurso, a presidente do Conselho Geral, sublinhou que “o IPVC é uma instituição onde se quer e se gosta de estudar, onde se quer e se gosta de trabalhar e quando assim é, tudo é possível nomeadamente ser feliz”. Ainda na sessão solene comemorativa, o presidente da Federação Académica do IPVC, André Neves, referiu que os 36 anos “são sinónimo de muito trabalho, empenho, profissionalismo e inovação”. André Neves reconheceu e agradeceu todo o trabalho feito pelo Politécnico de Viana do Castelo, que tem vindo a crescer e a consolidar-se. O presidente da Federação Académica do IPVC deixou ainda um apelo aos estudantes: “façam da academia a vossa casa”. Instituições de ensino superior “têm potencial de crescimento e de atração internacional”   Depois da entrega de prémios aos alunos com melhor classificação de ingresso, de Mérito a Estudantes, de Reconhecimento de Carreira a pessoal não docente, a pessoal docente e aos novos Doutorados, realizou-se ainda uma mesa redonda sobre “A Estratégia Nacional para o Mar”. Moderada pela jornalista da RTP Maria Cerqueira, o debate juntou o secretário de Estado do Mar, José Maria Costa, e o Consultor Estratégico na Fórum Oceano, Rui Azevedo. O secretário de Estado do Mar começou por referir que “o oceano é um novo território”, havendo aqui “uma aprendizagem em identificar problemas de licenciamento e legislação nesta área que é relativamente nova”. Portugal, assegurou o secretário de Estado do Mar, “está na liderança em muitos projetos de grande inovação e que já são objeto de atenção de grandes multinacionais”. Acreditando que Portugal tem aqui uma “enorme oportunidade”, José Maria Costa deixou o desafio às instituições de ensino superior “para atraírem mais jovens para a economia do mar, valorizando as profissões emergentes”. Este é um desafio que Portugal tem pela frente e José Maria Costa acredita que as empresas e as instituições de ensino superior têm aqui “um potencial de crescimento e de atração internacional”. O ex-presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, que confidenciou que esta cerimónia foi o primeiro convite que aceitou enquanto secretário de Estado do Mar, defendeu que o futuro passa por atrair talento para o nosso país e para estas áreas. Já o Consultor Estratégico na Fórum Oceano, Rui Azevedo, destacou os “desafios emergentes” que podem trazer crescimento de valor acrescentado numa dimensão de sustentabilidade em áreas como as indústrias navais ou turismo com os novos paradigmas da descarbonização ou da economia digital. Rui Azevedo também acredita que “os institutos politécnicos têm um “papel importante”.  Para o Consultor Estratégico na Fórum Oceano “há um crescimento muito significativo de conhecimento e tecnologia nestas áreas e com grande potencial e criar esse sistema implica talento, investimento e financiamento que são condições fundamentais para que tudo comece a ganhar forma”. Há aqui, concluiu Rui Azevedo, “uma janela de oportunidades que o país não pode perder”. De destacar que no âmbito da Estratégia Nacional do Mar, o Instituto Politécnico de Viana do Castelo já está a desenvolver novas ofertas formativas de pós-graduações, cursos de curta duração (micro-credenciais) e um ciclo de conferências e oficinas pedagógicas - Water Design Views. Formações em logística e transporte marítimo, Construção Naval e Máquinas e Sistemas Marítimos, desportos náuticos, marketing e comunicação do mar, guias turísticos, documentarismo e artesanato náutico, gestão de recursos hídricos e saúde pela água, entre outros também já integram o trabalho que o IPVC está a desenvolver nesta área.   https://youtu.be/1Enf6-cI2d4

Semana Académica do IPVC quer recuperar tradições

A Semana Académica do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) já tem data marcada e promete “recuperar as tradições académicas e do Alto Minho”. A garantia foi deixada pelo presidente da Federação Académica do IPVC, André Neves, que desafia os estudantes a participarem nas inúmeras atividades previstas de 13 a 19 de maio. Concertos para todos os gostos, Missa de Finalistas, Cortejo e Serenata são alguns dos destaques da Semana Académica que promete “ser diferente”. “Vamos fazer história juntos?” é o repto lançado pela Federação Académica do IPVC. Depois de se ter conseguido realizar a Receção ao Caloiro, a evolução pandémica piorou e a confirmação da possibilidade de se realizar a Semana Académica já chegou mais tarde.  “Para nós, organização, a responsabilidade é mais acrescida. Agora tudo estabilizou, mas temos que manter a segurança dentro do recinto e há medidas que temos que cumprir”, assegura o presidente da Federação Académica do IPVC, André Neves, enaltecendo a adesão dos ex-alunos. “Dois anos depois vamos retomar as tradições e é engraçado que temos estudantes que não viveram a Semana Académica e acabaram por tirar este período de férias para viver a sua última Semana Académica”, adianta André Neves, mostrando-se “feliz” por ter este retorno dos ex-alunos. A 34.ª edição da Semana Académica do IPVC, cujo recinto será nos jardins do forte de Santiago da Barra, contará com nomes da música nacional como Quim Barreiros, Karetus, Ivandro e Lon3r Johny. A semana começa na Igreja da Senhora da Agonia com atuação da Hinoportuna, com a tradicional Serenata, pelas 23.30 horas, na sexta-feira. Nessa noite, o recinto abre à 01 hora com atuação dos Supa Squad e do Dj Pedro Pereira. Para sábado, dia 14 de maio, às 10 horas, está prevista a Missa de Finalistas e Bênção das Pastas no Santuário de Nossa Senhora da Agonia. Já no recinto, à noite, as atenções estarão focadas nos artistas Lon3r Johny e Karetus. Entretanto, no dia 15 de maio, dia do Instituto Politécnico de Viana de Viana do Castelo, é dia também do “IPVC tem talento”, com a participação de algumas bandas de estudantes e de tunas das várias escolas da academia. A noite termina com a presença de Urze. No dia 16, segunda-feira, o palco “muda-se” para Refóios do Lima, onde está marcada a presença dos KALHAMBEKE, da Rosinha, dos Dj’s Mayze X Faria e da TUNESA e da TESA, tunas da “casa”. IVANDRO é o artista convidado da noite de terça feira, dia 17 de maio, onde vão subir ao palco também o Dj Fábio Vasquez e os Put2grill. Um dos momentos de destaque da Semana Académica chegará na quarta-feira, dia 18, com o Cortejo Académico para “inundar de cor e alegria as ruas da cidade”, a partir das 14 horas. Ao fim do dia, no recinto, há Sippinpurpp, seguido pela Dj Zanova e C.LÀ.VI. Quim Barreiros encerra a Semana Académica, no dia 19, em conjunto com os Insert Coin e o Dj Fábio Gonçalves.   “Participem e aproveitam o convívio”   O presidente da Federação Académica do IPVC desafia os alunos da instituição a participarem na Semana Académica. “Participem e aproveitem ao máximo com os amigos, porque os três anos passam a voar”, alerta André Neves, garantindo que esta 34.ª edição será “o retomar das tradições”. Com a pandemia, lamenta o também aluno da Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG-IPVC), “perderam-se muitas tradições”, pretendendo-se que esta nova geração, que veio do contexto pandémico, “perceba que o IPVC e o Alto Minho têm as suas tradições e é fundamental manter essas tradições e o espírito académico”. Entre as tradições está a celebração da Missa dos Finalistas. “Conseguimos fazer o ano passado com todas as restrições e não tivemos muita participação, porque havia muito medo ainda. Este ano vamos voltar a realizar sem lugares marcados e todos estão convidados a participar”, apela André Neves, alertando para o facto de a Missa de Finalistas acontecer no sábado, dia 14 de maio. “Os finalistas estão muito recetivos e há a tradição de fazer o almoço de finalistas, cada finalista traz a sua família e depois da cerimónia vão almoçar e festejar o fim de um percurso académica”, lembra. Já o Cortejo Académico, que se realiza na quarta feira, dia 18 de maio, tem como tema as “Profissões”. “O que se pretende é enaltecer o trabalho realizado durante o curso, permitindo ao estudante vestir a própria camisola. Como os cursos fazem apresentações ao longo do percurso esta é também uma oportunidade para dar a conhecer a oferta formativa do Politécnico de Viana do Castelo”, sublinha o presidente da Federação Académica, referindo que os estudantes são avaliados por um júri e há um prémio. André Neves evidencia ainda a Noite de Refoios, que acontece na Escola Superior Agrária (ESA-IPVC) na segunda feira, dia 16 de maio. “Esta noite é o auge da Semana Académica. Esta noite não dá para explicar, só quem lá vai é que sente o que se vive no Alto Minho e isso é muito genuíno”, confessa. Aposta no talento dos estudantes e na preocupação ambiental Uma das novidades da edição deste ano da Semana Académica é o “IPVC tem talento”, onde se pretende dar a conhecer a cultura e o talento dos alunos da instituição. Na noite de domingo, dia 15 de maio, além das tunas, o palco também vai ser dividido com duas bandas. “Tivemos 12 bandas que concorreram e o que pretendemos é dar oportunidade aos estudantes de subirem ao palco e terem a sensação de um artista, dando aqui também valor às atividades extracurriculares dos nossos estudantes e publicitar o seu talento, porque o IPVC tem efetivamente talento”, assegura. Se a noite “correr muito bem”, André Neves assume a possibilidade de prolongar esta ideia para a Receção ao Caloiro e continuar a dar oportunidade aos alunos do Politécnico de Viana do Castelo de subirem ao palco. “Ficamos muito contentes e temos pena de não conseguir dar oportunidade a todos”, refere. A Federação Académica do IPVC também se associou mais uma vez ao projeto Refill H2O e lançou o passatempo para sensibilizar os estudantes à prática do consumo de água filtrada. “Como a adesão estava a ser maior e cada vez mais vemos estudantes com a sua garrafa pelos corredores das escolas, achamos que podiam consumir mais água e serem valorizados por esse consumo”, justifica o presidente da Federação Académica do IPVC, adiantando que o passatempo teve três vencedores que ganharam o passe geral para a Semana Académica. Mas esta não é a primeira vez que a Federação Académica do IPVC trabalha a área da sustentabilidade. “Desde 2019, temos o nosso copo ecológico, que é o movimento da academia ecológica, em que por cada mil copos vendidos na Semana Académica temos a atividade ‘Plantar uma árvore pelo Alto Minho’”, recorda André Neves, confirmando que esta campanha vai manter-se este ano.
Atualizado em 17/05/2022

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