O Instituto Politécnico de Viana do Castelo [IPVC], através da Escola Superior Agrária [ESA-IPVC], está a desenvolver o projeto «Geraz com Querença», inspirado no Projeto Querença e que se pretende venha a integrar a Rede Nacional de Projetos Com Querença.
O projeto está a ser promovido por três entidades: a COOPDES Cooperativa para o Desenvolvimento de Geraz do Lima, o Instituto Politécnico de Viana do Castelo e a Câmara de Viana do Castelo, que em conjunto formam o triângulo institucional característico da metodologia do Projeto Querença. O projeto Geraz com Querença conta ainda com a adesão das quatro juntas de freguesia do território do antigo concelho das Terras de Geraz (Deão, Moreira, Santa Maria e Santa Leocádia de Geraz do Lima).
O projeto consiste na definição de uma estratégia para a dinamização do território, cuja implementação assenta na constituição de uma equipa de missão (nove jovens recém-licenciados ou mestres do IPVC de várias áreas de qualificação, desempregados), localmente coordenados por um técnico mais experiente (pivô), e apoiados por uma comissão organizadora (com 2 representantes de cada entidade) e por uma comissão técnica de acompanhamento (professores do IPVC e outros especialistas convidados).
Os jovens da equipa de missão serão integrados no projeto através de estágios profissionais do IEFP, com duração de nove meses, e início previsto para 1 de Setembro, caso a candidatura seja aprovada. Deverão ficar a residir numa das quatro freguesias do território, fator essencial da metodologia problem-solving e de forte envolvimento com as comunidades locais deste projeto.
A equipa de missão irá desenvolver projetos e atividades, enquadrados nas orientações e nas propostas definidas na estratégia para o território. A metodologia de trabalho em equipa, pluridisciplinar e a residir in loco, apoiada pelo pivô, por várias entidades e com recursos da região, visa criar uma dinâmica criativa e empreendedora que resulte em novas ideias e soluções e, no final, proporcione aos jovens a possibilidade de continuarem profissionalmente ligados ao território, através da criação de microempresas ou enquanto colaboradores em empresas localmente sedeadas.
É uma metodologia inovadora, que constitui um desafio para os jovens, para as entidades promotoras e para as comunidades locais. Mas é um desafio que tem dois grandes objetivos:
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dinamizar territórios rurais de forma efetiva e sustentável, valorizando os seus ativos endógenos e a cultura local, permitindo-lhes alcançar níveis mais elevados de qualidade de vida e de competitividade;
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proporcionar aos jovens qualificados pelo IPVC, atualmente desempregados ou à procura de 1º emprego, uma experiência profissional e de vida que contribua para o desenvolvimento das suas capacidades empreendedoras e aumente a sua empregabilidade.