O filme retrata Moçambique em plena guerra civil. Um único comboio liga a região de Nampula a Niassa. Centenas de pessoas arriscam as suas vidas através dos 700 quilómetros de linha férrea, numa velocidade que não ultrapassa os cinco quilómetros por hora, de modo a garantir a subsistência das suas famílias trocando sal por açúcar. As suas histórias misturam-se, à medida que o comboio prossegue o seu caminho lento e a guerra decorre pelo país… Um filme que se distingue por mostrar o triunfo da resiliência do espírito humano, ao longo de uma viagem onde o perigo espreita antes da próxima estação.
Realizado pelo escritor e cineasta brasileiro radicado em Moçambique, Licínio Azevedo (“Desobediência”, “Virgem Margarida”), um filme dramático sobre a história recente de Moçambique que adapta o romance homónimo da sua própria autoria. “Comboio de Sal e Açúcar” resulta de uma parceria entre a produtora portuguesa Ukbar Filmes e da moçambicana Ébano Multimédia. Os atores Matamba Joaquim, Thiago Justino, Melanie de Vales Rafael, Vítor Raposo e Mário Mabjaia dão vida às personagens.
Um filme, para ser visto dia 13 de junho, pelas 21h 30 na Escola Superior de Educação e que conta com o comentário especial de Rui Silva, investigador do Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto. A iniciativa é promovida pelo GEED em parceria com a Ao-Norte.