NOTA: Este CET Não abre vagas para o ano letivo 2014/15.
No conjunto das diversas áreas de aplicação o uso e o desenvolvimento dos SIG revelam-se como elementos centrais e condutores dos processos de desenvolvimento e da gestão ambiental. Estes instrumentos e as tecnologias associadas permitem recolher e armazenar dados para a caracterização; integrar informação temática para diagnóstico e análise territorial e editar os resultados para promover recursos e actividades e divulgar resultados. As limitações ao potencial dos SIG, relacionam-se com a quantidade e a qualidade dos dados de base, com as competências/interesse dos actores envolvidos e o nível do desenvolvimento das metodologias dos modelos geográficos.
A análise de diversos projectos e casos práticos concretos revela que, actualmente, a aplicação dos SIG incide, maioritariamente, na caracterização de recursos e de processos. Quando utilizados em fases posteriores, a exploração da componente analítica acompanha uma tendência geral para o apoio ao planeamento estratégico. Este facto poderá relacionar-se com a generalização implícita a uma visão de longo prazo e a integração dos objectivos dos diversos actores presentes. A aplicação dos SIG na monitorização, em processos complexos de análise e de simulação para fundamentar as decisões de carácter táctico e operacional, embora em crescente, apresentam ainda um uso bastante restrito.
Os SIG permitem o apoio à realização de estudos e suportam a acção-decisão, desde uma fase de caracterização até à avaliação da diversidade de necessidades e oportunidades presentes. Actualmente as tecnologias e as ciências de informação geográfica são principalmente utilizadas: na caracterização de parâmetros e análise de processos ambientais; na gestão de recursos naturais; no apoio ao planeamento e ordenamento; na avaliação de processos económicos, sociais e demográficos; na protecção civil, no apoio à navegação, em actividades militares, na gestão de actividades de recreio e lazer, no comércio, na gestão de redes viárias, de energia e telecomunicações e cadastro.
No quadro de organização dos sistemas territoriais, continua a verificar-se o domínio das técnicas de informação geográfica por um número limitado de indivíduos. Esta realidade não favorece a divulgação destes métodos e resulta por norma, num grande afastamento entre os técnicos e os utilizadores regulares e directos, que continuam a reduzir-se, na prática, aos decisores de carácter técnico-político e um conjunto limitado de investigadores. Neste caso a sociedade no geral, assume cada vez mais o papel de produtor (in)directo de dados espaciais e utilizador passivo de informação georreferenciada. Este relativo (des)conhecimento determina uma tendência numa fase inicial de formação para exagerar as potencialidades da informação geográfica e descurar os métodos, em sentido inverso ao ênfase colocado nas tecnologias e nos resultados gráficos.