FOODSME-HOP chega à sua reta final conseguindo sinergias tecnológicas e científicas entre Centros de I+D e PME
“Dar resposta à necessidade de promover o desenvolvimento de produtos mais saudáveis e de apoiar a inovação das PME Europeias” foi um dos propósitos do projeto de cooperação inter-regional FOODSME-HOP, cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (fundo FEDER) através do programa Interreg IVB SUDOE da União Europeia.
Segundo Manuela Vaz Velho, Coordenadora do FOODSME-HOP no Instituto Politécnico de Viana do Castelo [IPVC], o principal objetivo deste projeto, cujas ações se iniciaram no princípio de 2011, foi o de “oferecer oportunidades às PME da região do sudoeste Europeu (espaço Sudoe), para que adotassem tecnologias e processos inovadores, que visassem o lançamento de produtos saudáveis no mercado”, explica.
“Depois de terminado o projeto, podemos dizer que as PME foram apoiadas na melhoria da sua competitividade dando informação e mostrando exemplos de como melhorar os seus produtos para os tornarem mais saudáveis” comenta ainda Manuela Vaz Velho a propósito dos resultados do projeto.
“A diminuição do teor de sal, as alternativas à adição de aditivos sintéticos e a incorporação de gorduras insaturadas aos alimentos”, foram as temáticas em torno das quais se desenvolveu FOODSME-HOP, descreve a Docente Rita Pinheiro, Coordenadora do curso de Engenharia Alimentar e membro do projeto no IPVC.
Recorde-se que durante o projeto foram efetuadas ações para oferecer apoio às empresas na gestão da inovação. Além disso, realizaram-se “demonstrações técnicas de desenvolvimento de produtos mais saudáveis em quatro empresas”, salienta Rita Pinheiro, acrescentando que “também, durante o ano de 2012, uma série de seminários técnicos e de inovação foram oferecidos às empresas nas diferentes regiões, para melhorar a transferência de tecnologia e conhecimento a partir dos centros de I+D e promover o desenvolvimento deste tipo de produtos”, sublinhou.
As demonstrações técnicas consistiram em “provas piloto realizadas em empresas nas quais se levou a cabo o desenvolvimento de um novo produto mais saudável”, explica Susana Fonseca.
O Institut des Corps Gras (INTERG) de Pessac (região de Aquitânia, França) efetuou um enriquecimento em Ómega-3 de queijo de cabra na empresa Fromagerie Lemance. Por outro lado, o Institut de Recerca i Tecnología Agroalimentaries (IRTA) de Monells (Região de Catalunha, Espanha), trabalhou na redução do teor de sal no presunto curado na empresa Pernils Llémena S. A., enquanto o AINIA, Centro Tecnológico de Valência (Região de Valência, Espanha) baseou as suas pesquisas na redução do teor de sal na azeitona de mesa na empresa Olivas Edeta. Finalmente, o IPVC, Instituto Politécnico de Viana do Castelo, (Região Norte, Portugal), realizou uma substituição de aditivos sintéticos em produtos cárneos curados por meio da adição de bactérias acido-lácticas na empresa Minhofumeiro - Enchidos Artesanais.
Estes projetos de demonstração são “casos de sucesso de inovação em produtos saudáveis que podem servir como exemplo para outras empresas” adianta a Coordenadora de Engenharia Alimentar, Rita Pinheiro.
“Os resultados foram apresentados em jornadas técnicas dirigidas a todas as empresas do setor e também serão publicados em breve num livro técnico que ficará disponível em www.foodsme-hop.eu” conclui.