Daniel logo percebe que receber algum auxílio do governo não será uma tarefa fácil, ao ser atendido no Departamento de Serviço Social inglês. Os funcionários são frios e não se comovem com a situação delicada e vulnerável das pessoas necessitadas. O pedido de ajuda acaba por ser negado e vê-se sem poder trabalhar e sem nenhuma fonte de rendimento. Apesar de todos os seus esforços Daniel depara-se com dificuldades de comunicação uma vez que não domina as novas tecnologias. E é numa das muitas visitas ao departamento de Segurança Social que conhece Katie, uma jovem solteira e recém-chegada à cidade com dois filhos pequenos. Os dois acabam por se ajudar. Daniel e Katie, dois estranhos cujas voltas da vida os deixaram sem forma de sustento, vêem-se assim obrigados a aceitar ajuda do banco alimentar. E é no meio do desespero que se tornam a única esperança um do outro...
O filme acaba por fazer uma dura crítica à precarização dos serviços públicos, à perda de emprego e de direitos sociais na globalização denunciando a burocracia e os defeitos do sistema de Previdência Social britânico, sempre citado como uma referência e um modelo a ser copiado por outros países. O drama do realizador Ken Loach que acabou por conquistar a Palma de Ouro na edição de 2016 do Festival de Cinema de Cannes.
Um filme, para ser visto dia 11 de julho, pelas 21h 30 na Escola Superior de Educação e que conta com o comentário da Associação Ao-Norte.